Aprovado novo limite para MEI – 2019

Foi sancionada a Lei Complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016. O texto é resultado do PLC 125/2015, aprovado pelo Senado em junho, após dez meses de discussões. Esse limite já vale para o ano de 2019.

Foram realizadas alterações na a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, dentre as quais a definição de novos limites para o enquadramento no Simples Nacional e ampliação do prazo para pagamento de dívidas tributárias.

Essas medidas visam atualizar e modernizar alguns fatores em relação ao microempreendedor individual – MEI e são muito bem vindas.

Limite MEI – 2019

Com a nova lei, os limites passam a ser os seguintes:

  • MEI: o limite passa de R$ 60 mil  para R$ 81 mil anuais(Art. 18-A, § 1º da LC 123/06).

A nova versão da lei altera, também,  de 60 para 120 o número de prestações  para pagamento de dívidas tributárias. Essa medida pode auxiliar empreendedores que estão com dificuldades de colocarem seu negócio em dia.

Foi criada, ademais, a figura do “investidor-anjo” para ajudar as start-ups a obterem capital necessário para colocar seus produtos no mercado. Obter financiamento de terceiros normalmente é uma ótima alternativa aos empréstimos bancários que, por vezes, não oferecem boas taxas de juros.

Medida boa ou ruim?

Essa medida é realmente uma ótima notícia para quem já é ou pensa em ser meio, pois esse aumento de R$ 21,000.00 no limite permite que mais negócios possam continuar enquadrados como MEI, sem a necessidade de abrirem uma microempresa ou empresa de pequeno porte.

Sabemos que quanto mais faturamento um negócio tiver é melhor, contudo, a diferença de burocracia de um MEI para outro tipo de empresa é muito grande. Muitas vezes um negócio ficava com faturamento próximo dos R$ 60 mil, mas superá-lo muito.

Nesses casos, mesmo com pouco diferença de faturamento o empreendedor já era obrigado a mudar o tipo de seu negócio, passando a lidar com muitos mais exigências do que quando podia permanecer como MEI.

Limite MEI 2019

Conforme visto, o limite MEI 2019 é de R$ 81.000,00.

Como funciona o MEI

Quem pode ser mei

Você está buscando informações sobre como funciona o MEI? Veio ao lugar certo. Neste artigo você verá como funciona e o procedimento para conseguir sua formalização e passar a ser uma empresa com CNPJ e outros direitos.

Importante esclarecer que o processo de formalização como MEI é totalmente gratuito. No primeiro ano, a formalização e a primeira declaração anual podem ser realizadas por empresas de contabilidade optantes do SIMPLES NACIONAL e que devem realizar essas tarefas sem nenhum custo para você.

O que é o MEI?

O MEI é o Microempreendedor Individual que exerce sua função por conta própria e tem faturamento anual de até R$ 81,000.00. Ele pode ter somente um funcionário e não pode ser sócio de outra empresa. Além disso, suas atividades são as descritas na Resolução CGSN 140/2018.

Dessa forma, o MEI é um programa com características específicas e se diferencia totalmente de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte.

Cadastrado como MEI o empreendedor pode emitir notas fiscais e boletos bancários.

Para manter seu negócio formalizado, o MEI deve pagar mensalmente a DAS que gira em torno de R$ 50,00. Além disso, anualmente, deverá apresentar a declaração anual DASN.

Mantendo o negócio em dia o MEI passa a ter acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, licença maternidade entre outros.

Como funciona o MEI – Passo a passo

1º Passo – Pesquisa

Como funciona o MEI

A primeira coisa a ser feita é verificar se atividade que você exerce está dentro das permitidas como MEI, acesse a Lista de atividades permitidas.

Verifique, também, se sua atividade é permitida em seu município, devendo tal consulta ser feita junto à Prefeitura, principalmente com relação ao local (fixo, ambulante etc) e forma de atuação. Isso é necessário mesmo que você vá exercer a atividade dentro de sua própria residência. Dê especial atenção a esse ponto a fim de evitar posterior cancelamento do alvará provisório.

Após isso, certifique-se de que seu faturamento se encaixa no limite anual de R$ 81.000,00 para MEI.

2º Passo – Cadastramento

Chegou a hora de preencher o formulário no portal do empreendedor.

O preenchimento é bastante simples e resume-se ao fornecimento de informações pessoais. Algumas dúvidas podem ser retiradas no fale conosco do Portal do Empreendedor.

Caso ainda restem dúvidas, você pode entrar em contato com o SEBRAE por meio do telefone 0800-570-0800.

3º Passo – Pós-Cadastramento

Realizado o cadastramento do Microempreendedor Individual – MEI, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são gerados imediatamente e você não precisará encaminhar qualquer documento à Junta Comercial.

Feita a inscrição, imprima: Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, Carnê de Pagamento Mensal, Relatório Mensal de Receitas Brutas (um para cada mês). Essa documentação é importante para manter sua formalização em dia.

4º Passo – Custos após formalização

A Contribuição do MEI – Microempreendedor Individual, para 2021 será de:
MEIs – Atividade
INSS – R$
ICMS/ISS – R$
Total – R$
Comércio e Industria – ICMS
55,00
1,00
56,00
Serviços – ISS
55,00
5,00
60,00
Comércio e Serviços – ICMS e ISS
 55,00
 6,00
61,00

O valor de INSS corresponde a 5% do salário mínimo e, portanto, pode ser reajustado. Podem ser cobradas, também, taxas estaduais/municipais, mas essas dependem de seu estado e município e da atividade exercida.

Você deve realizar o pagamento até o dia 20 de cada mês, na rede bancária ou casas lotéricas.

Acesse para gerar seu carnê: PGMEI.

Seguindo os passos acima descritos, você estará formalizado como Microempreendedor Individual – MEI. Entendeu como funciona o MEI?

Quer saber ainda mais? Confira o vídeo feito pelo SEBRAE-MG sobre formalização do MEI:


Esperamos, com este artigo, ter esclarecido como funciona o MEI.

Capital de Giro – O que é e Empréstimo

capital-de-giro

Um dos temas mais importantes da área de finanças empresariais é o capital de giro. Principalmente quem possui pequenos negócios deve dar muita atenção a esse tema. Entenda o que ele é e como obter empréstimo pra capital de giro.

O que é Capital de Giro

O capital de giro é a disponibilidade de dinheiro (capital) que a empresa precisa para manter suas atividades funcionando normalmente.

A falta de uma boa gestão do capital de giro pode prejudicar bastante a saúde financeira do seu negócio, o que o levará a precisar de empréstimos bancários.

Pegar um empréstimo não é necessariamente ruim, quando utilizados para investimentos, contudo, em pequenos negócios, você não deve usar desse artifício para obter dinheiro para as atividades cotidianas da empresa.

Capital de Giro – como calcular?

Calcular o capital de giro não é difícil, basta identificar as contas que estão relacionadas com as operações normais da empresa. Em nosso cálculo utilizaremos o ativo circulante e o passivo circulante.

O ativo circulante são os valores relacionados às contas a receber, adiantamentos, o estoque etc. Essas contas variam de acordo com a natureza do negócio.

O passivo circulante serão as contas a pagar, folha de pagamento, os fornecedores, aluguel, impostos e outros.

Como você deve saber, esses valores variam muito com o tempo, dessa forma, você deve realizar o cálculo do ativo e passivo circulante com frequência. Agindo assim, você terá sempre a exata noção da situação financeira do seu negócio naquele momento.

Para calcular o Capital de Giro Líquido – CGL – é bastante simples. Você deve somar o ativo circulante e diminuir o passivo circulante.

  • CGL = AC – PC.

Capital de Giro

Como administrar o Capital de Giro?

Agora que você já sabe como calcular o capital de giro, é importante entender como administrá-lo da maneira correta.

Você deve ter claro que todo empreendimento necessita de dinheiro para suas despesas do dia a dia, seja para despesas de operação ou gastos fixos.

Má gestão do Capital de Giro da empresa faz com que o empresário necessite de recursos extras, o que na maior partes das vezes o leva a obter empréstimos bancários, os quais, no Brasil, são feitos com altas taxas.

Essa situação deve ser evitada, o capital de giro, em condições normais, deve ser suprido com os recursos da própria empresa, já que servirão para suas necessidades cotidianas.

Você deve adotar ferramentas de controle visando manter ou aumentar o nível de vendas, evitar desperdícios, manter ou reduzir custos e diminuir os índices de inadimplência. Uma boa gestão certamente fará com que seu empreendimento sempre tenha um bom capital de giro.

Essa preocupação financeira é essencial. Renegocie dívidas, tenha conhecimento exato dos prazos de pagamentos e circulação de estoque. Entenda como funciona o fluxo de entrada e saída de dinheiro, administrando dessa maneira a sua empresa não ficar sem seu caixa operacional.

Como conseguir empréstimo para capital de giro?

O primeiro ponto de atenção é não possuir restrições no SERASA. No caso do MEI  isso vale tanto para o CNPJ, pessoa jurídica, quanto para o CPF, pessoa física.

O ideal é que o MEI saiba quanto exatamente precisa para manter seu negócio funcionado, por quanto tempo, e qual sua capacidade de pagamento do empréstimo eventualmente obtido. Obtenha o empréstimo de acordo com sua necessidade e capacidade de pagamento, mesmo que você tenha acesso a mais.

Para o MEI, as linhas de crédito mais comuns são as feitas na Caixa e no Banco do Povo Paulista. Nesses dois casos o MEI conta com o apoio do SEBRAE para a apresentação de garantias.

As linhas de crédito mais populares são:

  • Parceria da Caixa e do FAMPE/Sebrae,  até R$ 12,5 mil de crédito, com prazo de pagamento de 24 meses, nove meses de carência, a uma taxa de juros de 1,59% ao mês. Clique aqui e veja.
  • Banco do Povo Paulista, até R$ 21 mil, taxa de juros de 0,35% ao mês e prazo de pagamento de 36 meses sendo 3 meses de carência. Clique aqui e veja.

Conseguindo-se o crédito para capital de giro, o MEI deve ter responsabilidade. Esse dinheiro deve ser usado para fazer seu negócio voltar a girar. A época é difícil e exige a reinvenção do negócio por parte de todos.

Esperamos, no presente artigo, ter esclarecido um pouco mais sobre a importância do capital de giro.

MEI – Como solicitar salário (auxílio) maternidade

Todos os que formalizam sua atividade como Microempreendedor Individual – MEI, quando necessário, tem direito a vários benefícios previdenciários. No caso das mulheres, tanto na hipótese de gravidez como na de adoção, um dos benefícios disponíveis é o salário-maternidade. Veja mais a seguir como solicitar o auxílio.

O benefício será concedido pelo prazo de 120 dias pelo INSS -Instituto Nacional do Seguro Social. Para ter direito ao mesmo, a microempreendedora individual deverá ter contribuído, pelo menos, durante 10 meses.

Como solicitar o salário maternidade

O procedimento para solicitação do benefícios é o abaixo descrito:

  1. Acesse o site gov.br/meuinss;
  2. Caso você não tenha um cadastro poderá criar a sua senha, caso já possua, clique em entrar;
  3. Ao entrar, abaixo do seu nome, busque por “Salário” e clique na opção Salário Maternidade Urbano ou Salário Maternidade Rural;
  4. Caso o sistema peça para você atualizar seus dados cadastrados, atualize e clique em Avançar;
  5. Se tiver a certidão de nascimento ou de natimorto, clique em Iniciar; se não possuir, clique em Iniciar sem Certidão; após preencher as informações, clique em Avançar;
  6. Verifique se seus dados de contato estão corretos, adicione os documentos necessários e clique em Avançar;
  7. Escolha uma agência do INSS, o próprio portal pode encontrar a agência mais próxima;
  8. Escolha o banco e a agência que deseja receber o benefício;
  9. Verifique se todos os seus dados, agência do INSS e banco estão corretos e selecione a caixa ao lado de “Declaro que li e concordo com as informações acima”;
  10. clique em Avançar e feito! Seu pedido foi enviado e será analisado pelo INSS.

Salário - Auxílio - Maternidade

Uma questão importante é que, durante o período no qual estiver recebendo o benefício, a beneficiária deverá seguir pagando o DAS-MEI. Durante essa fase, a microempreendedora deverá emitir o documento informando sua condição de beneficiária, dessa forma, o documento de arrecadação será emitido apenas com os impostos devidos, excluindo-se a incidência da contribuição previdenciária.

Tal fato acontece devido à contribuição previdenciária vir descontada diretamente do benefício recebido.

Importante ressaltar que também é possível o pagamento de salário-maternidade ao MEI do sexo masculino. Isso ocorre quando a mãe (gestante) vem a falecer e adoção ou guarda judicial.

Portanto, o salário (auxílio) maternidade é um dos bons benefícios aos quais a MEI tem direito após sua formalização.

Declaração anual MEI atrasada? Veja como resolver

O prazo para o Microempreendedor Individual – MEI – apresentar sua Declaração Anual Simplificada, informando todos os rendimentos que tenha obtido como MEI no ano anterior, termina no dia 31 de maio do ano corrente. Veja a seguir como proceder se você não entregou a declaração.

Declaração MEI atrasada

Quem não faz a entrega da declaração anual até 31 de maio estará com sua declaração anual MEI atrasada.

Vencido o prazo, quem não entregou o documento está impedido de gerar o Documento de Arrecadação Simplificada – DAS-MEI. Não podendo fazer seu pagamento mensal, o MEI fica inadimplente.

Essa situação poderá gerar a perda de benefícios previdenciários como aposentadoria, licença-maternidade, auxílio-doença, pensão por morte e auxílio-reclusão.

Além disso, por estar inadimplente com a Receita Federal, não será possível emitir a certidão negativa de débitos, o que impossibilita a participação em licitações públicas e a disponibilização de crédito bancário. Mas essa situação pode ser resolvida.

Como resolver a declaração anual MEI atrasada?

Quem não entregou a declaração está sujeito à multa de R$ 50,00, mas esse valor pode  ser reduzido para R$ 25,00, conforme explicamos mais abaixo.

Somente a falta da declaração não cancela o registro do MEI, só torna o Microempreendedor Individual inadimplente. Importante frisar que essa situação pode, e deve, ser regularizada.

Contudo, se o MEI ficar mais de 2 anos sem entregar sua declaração há possibilidade de sua inscrição ser cancelada automaticamente.

Para resolver a situação é simples, basta enviar a declaração normalmente, mesmo em atraso.

Entregando a DASN-SIMEI em atraso, serão gerados automaticamente a notificação do lançamento e os dados do DARF para pagamento da multa, sendo que os mesmos constarão no final do recibo de entrega. Como dissemos antes, a multa pode ser reduzida em 50%, basta que o pagamento seja feito no prazo de 30 dias.

Importante lembrar, também, que essa é a declaração anual do MEI, como pessoa jurídica e, portanto, não se confunde com a declaração anual como pessoa física. São declarações diferentes.

Dessa forma, se você está com sua declaração anual MEI atrasada é importante que regularize o quanto antes, visando não perder seu registro como MEI.

Como mostramos, o procedimento é bem simples de resolver e o valor da multa também não é muito alto.

Nota Fiscal Avulsa – NFA-e para MEI

Nota Fiscal Eletrônica Avulsa

Como Microempreendedor Individual – MEI, em alguns casos, você precisa emitir documentos fiscais a fim de comprovar a venda de produtos ou prestação de serviços. Falaremos, no presente artigo, sobre a Nota Fiscal Avulsa – NFA-e para MEI.

Nota Fiscal Avulsa – NFA-e para MEI

Conforme Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, o MEI não é obrigado a emitir notas fiscais na venda de produtos para pessoas físicas. Contudo,  quando o produto é direcionado a uma empresa, o MEI deve emitir nota fiscal – exceto se a empresa compradora emitir uma nota fiscal de entrada de produtos.

Normalmente a nota fiscal pode ser impressa, mas em alguns estados é exigido a nota fiscal eletrônica.

Se você ainda não trabalha com a emissão de NF-e, a nota avulsa pode ser uma boa opção.

O que é nota fiscal avulsa eletrônica – MEI

A nota fiscal avulsa eletrônica (NFA-e) é um serviço que permite a emissão virtual de um documento fiscal, sendo desnecessário o uso de blocos de papel.

A disponibilização aos contribuintes da possibilidade de emissão de uma NFA-e é facultativa às Secretarias de Fazenda.

Normalmente, a nota fiscal avulsa é emitida em modelo idêntico à NF-e tradicional, o 55. A diferença principal é que com a NFA-e você faz a solicitação de cada nota no site da SEFAZ, sendo que este procedimento varia de estado para estado.

No estado de Minas Gerais, por exemplo, a exigência ou não de documentos depende da análise do requerimento e, quando exigidos, estarão listados nas telas de acompanhamento de sua solicitação, o que será feito acessando o SIARE com protocolo, CPF e senha.

Acesse este link e confira.
Nota Fiscal Eletrônica Avulsa

Reforçamos que esse procedimento varia de estado para estado. Se você tiver dúvidas, recomendamos que procure a SEFAZ do seu município ou mesmo o auxílio de um contador.

Vantagens de usar a NFA-e

  • Economiza-se tempo e custo, pois o processo é completamente informatizado;
  • Redução de retrabalho, pois alguns dados podem ser importados, ou seja, não é necessário preencher em todas as notas;
  • Sistema amplamente testado e aceito em todo o país.

Para saber se em seu estado há a possibilidade de emissão da NFA-e você deve verificar diretamente na SEFAZ. Em alguns estados é possível fazer o procedimento de cadastro totalmente online.

Como você pode ver, a Nota Fiscal Avulsa – NFA-e é uma ótima opção para o MEI.

Lucro operacional

Um dos conceitos de contabilidade mais utilizados é o lucro operacional? Você sabe o que ele é? Veja mais a seguir.

O Lucro operacional é importante para que o empreendedor tenha a noção exata da rentabilidade dos serviços que oferece. Não importa se você possui um contador ou não, é sempre importante ter noções básicas de contabilidade para entender melhor o seu negócio.

O que é Lucro Operacional

Lucro operacional é o lucro produzido exclusivamente pela operação do empreendimento, subtraindo-se as despesas administrativas, comerciais e operacionais.

O lucro operacional é, dessa forma, uma das informações que compõem a Demonstração do Resultado do Exercício, o DRE. Esse relatório é um resumo dos resultados da empresa durante um período determinado, usualmente um ano, sendo, também, uma das melhores ferramentas para análise do empreendimento.

Lucro operacional não se confunde com lucro bruto, esse último é calculado em um estágio anterior, ou seja, antes do lucro operacional. Com o lucro bruto em mãos, subtrai-se as despesas administrativas, comerciais e operacionais e, posteriormente, calculamos o lucro operacional.

Sendo assim, o lucro operacional consegue dar uma visão real dos resultados financeiros alcançados pela empresa, já que ele reflete a diferença exata entre custos e receitas.

Como calcular o lucro operacional?

Como calcular o lucro operacional? Vamos lá.

É simples, fazemos a seguinte conta:

Lucro operacional = Lucro Bruto – Despesas Operacionais + Receitas Operacionais. Entenda o cálculo a seguir e mais adiante veja um exemplo.

Como chegamos a esse cálculo? Acompanhe:

Receita Operacional Bruta

(-) Deduções da Receita Bruta

Devoluções de Vendas

Descontos sobre Vendas

Impostos diretos sobre Vendas (ICMS, PIS/ COFINS, ISS)

(=) Receita Operacional Líquida

(-) Custos da Mercadoria Vendida ou Serviços Prestados

(=) Lucro Operacional Bruto

(-) Despesas Operacionais

Despesas Comerciais

Despesas Administrativas

Despesas Operacionais

(+)  Receitas Operacionais

(=) Lucro operacional Líquido

Como você viu, o cálculo começa com a receita operacional, ou seja, as estritamente ligadas às atividades da empresa.

Vamos a um exemplo para ficar mais claro.

Sua empresa vendeu R$ 10.000,00 em artigos esportivos. Digamos que tenham ocorrido R$ 50,00 em devoluções, R$ 50,00 em descontos e R$ 3.000,00 em impostos.

Resultado:

Receita líquida: R$10.000,00 – R$50,00 – R$50,00 – R$3.000,00 = R$6.900,00

Consideremos que o custo do material vendido seja de R$ 2.000,00. Agora calculamos o lucro bruto.

Lucro bruto: R$6.900,00 – R$2.000,00 = R$4.900,00

Com o lucro bruto em mãos, subtraímos as despesas operacionais e somamos as receitas operacionais.

Digamos que as despesas operacionais (pagamento de colaboradores, despesa de operação, aluguel, luz etc) tenham totalizado R$ 1.000,00.

Digamos, também, que as receitas operacionais (não ligadas à atividade fim da empresa) tenham sido de R$ 1.500,00.

Com esses dados, concluímos o cálculo: Lucro operacional = 4.900,00-1.000,00+1.500,00 = R$ 5.400,00

Chegamos à fórmula que falamos no início: Lucro operacional = Lucro Bruto – Despesas Operacionais + Receitas Operacionais.

O lucro operacional é, conforme demonstrado, um dos mais importantes indicadores financeiros da empresa.

Microempresa – o que é e como conseguir crédito

Melhores franquias - 2014

Muitas pessoas confundem o Microempreendedor Individual – MEI com Microempresa. Na verdade, são dois tipos bem diferentes de empresa. ´Veja a seguir o que é um Microempresa e como conseguir crédito para o seu negócio.

O que é uma Microempresa?

Um empreendimento é considerado uma microempresa quando seu faturamento anual é de R$ 360 mil.

De acordo com o Sebrae uma microempresa ” será a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário, devidamente registrados nos órgãos competentes, que aufira em cada ano calendário, a receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00″.

Acima desse valor de faturamento o empreendimento passa a ser enquadrado como empresa de pequeno porte no Simples Nacional.

Como ficou claro, Microempresa e empresa de pequeno porte são diferentes do MEI.

A Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte foi instituída em 2006 e dispõe sobre o tratamento diferenciado e favorecido à microempresa e à empresa de pequeno porte.

Essa lei buscou facilitar a vida desse tipo de empreendimento no Brasil. A ideia foi melhorar a competitividade das microempresas e empresas de pequeno porte e contribuir para o desenvolvimento do país.

Pequenas e microempresas podem optar pelo regime tributário específico para os pequenos negócios com carga de impostos simplificada e reduzida, com a utilização do Simples Nacional.

Crédito para pequena e Microempresa

O empreendedor proprietário de uma microempresa normalmente quer fazer seu negócio crescer, mas, muitas vezes, tem dificuldades financeiras para investimentos ou aquisição de matéria prima. Em alguns casos, uma linha de crédito pode ser uma saída positiva para tal situação.

Primeiramente, você deve refletir se o crédito é mesmo necessário, pois, em casos específicos, uma melhoria na gestão financeira já é suficiente. O empreendedor deve dar especial atenção aos prazos de pagamento a fornecedores e recebimento de clientes.

Recomendamos que, antes de procurar crédito, você visite o SEBRAE da sua cidade. O SEBRAE não empresta dinheiro, mas pode orientá-lo melhor sobre questões administrativas.

Crédito microempresa

Caso a situação da sua microempresa seja realmente de necessidade de crédito, damos aqui algumas sugestões.

  • Programa de Financiamento às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e ao Empreendedor Individual: Esse programa é promovido pelo banco do nordeste e pode ser acessado neste link.
  • Caixa para sua empresa: Programa da Caixa Econômica Federal, pode ser acessado neste link.
  • Micro, Pequena e Média Empresa e Pessoa Física: Esse é um programa do BNDES, acesse aqui.

Falamos, neste artigo, sobre o que é crédito para microempresa.

Como aumentar as vendas – MEI

como aumentar vendas

Vender é a chave de qualquer negócio, seja de serviços ou de produtos. Você está procurando técnicas de como aumentar as vendas para MEI? Muito bom, este artigo será dedicado a isso.

Prossiga na leitura deste artigo, pois aqui apresentaremos algumas técnicas que, se bem utilizadas, poderão fazer com que suas vendas cresçam.

Muitas pessoas estão vendendo abaixo do que realmente podem apenas pelo fato de não estarem agindo da maneira certa. Às vezes uma simples correção de rumo pode alterar a lucratividade do negócio.

Como aumentar as vendas – MEI

Preço

Para determinação do preço você deve estudar o nicho no qual atua e qual público pretende atingir. Há pessoas que buscam apenas preços baixos, outras buscam produtos com maior valor agregado. Dessa forma, não existe caro ou barato, esses conceitos são relativos e dependem do nicho no qual você atua. Caso você consiga agregar maior valor a um determinado produto, o cliente certamente pagará mais por ele.

Por exemplo, um cliente que está procurando um produto de alto padrão dará mais importância à qualidade do produto do que ao preço.

Amplie sua área de atuação

A matemática é simples: quanto mais clientes, mais vendas.

Se você vende somente para pessoas de seu bairro, seu ganho é X. Se você vende para dois bairros, seu ganho é de Xx2 e assim por diante. Assim sendo, quanto maior for sua área de atuação, maior o número de clientes e maior o número de vendas.

Faça o possível para expandir o campo de venda de seu negócio com técnicas como: atrair clientes de outras localidades com produtos diferenciados, promoções e/ou disponibilidade de entrega em outras localidades.

A internet, atualmente, é uma ótima oportunidade de expansão de um negócio. Vendendo pela rede, você praticamente tem clientes ilimitados em potencial.

Uma página nas redes sociais mais populares é uma ótima forma de atrair clientes. Muitas pessoas hoje em dia procuram produtos e serviços na rede, não perca esta oportunidade.

Qualifique-se

Como aumentar as vendas - MEIComo empreendedores, nunca estamos prontos. O bom empreendedor está em constante desenvolvimento. Em razão disso, nunca deixe de participar de cursos e treinamentos que possam de alguma forma contribuir para a melhora de seu negócio e desenvolvimento de ações para aumentar as vendas.

Especializar-se em técnica de vendas é a melhor dica que podemos lhe dar. Vender bem é quase uma arte. Uma pessoa que domine as técnicas de venda tem perceptivas de ganho praticamente ilimitadas. Sim, existe um comportamento específico que diferencia os vendedores comum dos bons vendedores.

Caso você queira conhecer essas técnicas, recomendamos a leitura do livro O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino. O livro é curto, de leitura rápido e fácil, mas os conceitos transmitidos são muito profundos. É impossível não se tornar um vendedor melhor após ler esse livro.

Lembrando, todos nós somos vendedores, não importa se de produtos ou serviços.

Melhore seus produtos

Aumentar a qualidade dos produtos que você vende certamente é um ponto que aumenta as vendas. Atualmente, além do preço, os clientes buscam qualidade. Portanto, dê especial atenção a esse ponto.

Esperamos, com este artigo, ter contribuindo com algumas técnicas sobre como o MEI pode aumentar suas vendas.